Quem irá primeiro?

Leia atentamente o Texto de Juízes cap.01:01: E sucedeu, depois da morte de Josué, que os filhos de Israel perguntaram ao SENHOR, dizendo: Quem dentre nós primeiro subirá aos cananeus, para pelejar contra eles? E disse o SENHOR: Judá subirá; eis que entreguei esta terra na sua mão. Então disse Judá a Simeão, seu ir-mão: Sobe comigo à minha herança. E peleje-mos contra os cananeus, e também eu contigo subirei à tua herança. E Simeão partiu com ele. E subiu Judá, e o SENHOR lhe entregou na sua mão os cananeus e os perizeus; e feriram deles, em Bezeque, a dez mil homens. E acharam Ado-ni-Bezeque em Bezeque, e pelejaram contra ele; e feriram aos cananeus e aos perizeus. Porém Adoni-Bezeque fugiu, mas o seguiram, e pren-deram-no e cortaram-lhe os dedos polegares das mãos e dos pés. Então disse Adoni-Bezeque: Setenta reis, com os dedos polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam as migalhas de-baixo da minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou. E levaram-no a Jerusalém, e morreu ali.

Adone-bezeque era um déspota, um dita-dor que escravizava nações. Seu nome significa Rei da Massificação, ou seja, seu nome expressa a tendência de que quanto mais melhor. Ele re-presenta um tipo de governo que está interes-sado em aumentar seu poder através do cres-cimento quantitativo. Ele atacava suas vítimas arrancando-lhes os polegares e os dedões dos pés. É importante saber que ao decepar o dedo polegar o indivíduo perde a capacidade de se-gurar e agarrar objetos e de principalmente em-punhar a espada e ao perder os dedos do pé, o indivíduo perde a capacidade de se equilibrar e de se posicionar na batalha. Ou seja, sua ha-bilidade é subjulgar aqueles que deveria servir. Após tal humilhação, ele alimentava seus subordinados com as migalhas que caiam de sua mesa os definhando a viver com restos que so-bravam dos banquetes reais. Além disso, o dedo polegar é o dedo da impressão digital, método que caracteriza a identidade. Em outras palavras, essa liderança castradora roubava o direito das pessoas serem elas mesmas. Mas aprove a Deus levantar seu povo para destronar esse principa-do de controle.

E mediante a este desafio, a pergunta foi: Quem dentre vós subirá primeiro? Quem de vós restituirá uma terra amaldiçoada pela própria paternidade? E a resposta foi Judá subirá primei-ro e depois irá Simeão. Judá quer dizer louvor ou transliterando seria correto dizer: Adoração e Simeão quer dizer oração, ou melhor, interces-são. Isto mostra que esse tipo de governo será vencido com base na Adoração e Intercessão. Assim, Deus os entregará nas mãos através des-tes dois eixos fundamentais de conquista. É bom lembrar que a adoração e a intercessão precisam caminhar juntas, elas são indivisíveis. O intercessor sem adoração é simplesmente um místico e um adorador sem a intercessão será uma estrela de exibição. Ouvimos histórias absurdas de pessoas que viveram uma liderança opressora e di-tatória. Deus tem levantado Pais de Destino para que definam trajetórias de propósito em seus filhos, mas o que tem acontecido é justamente o contrário. Casos tão grotescos que paramos para pensar será que realmente existe amor ou as pes-soas perderam a referencia dos relacionamentos saudáveis porque ficamos perplexos diante de certos abusos, há lugares que a escravidão se instalou. As pessoas se acham donas umas das outras. É o que a bíblia denomina de controle da impiedade. O Líder usa táticas que manipulam, dominam e intimidam que está sob seu governo. Hoje, são comuns líderes doentes que usam de sua posição para alimentar seu ego, ordenam que seus liderados o agradem em tudo, falo de pessoas que almejam constantemente ser o centro. Muitos deles não tem o cuidado devido com suas ovelhas mas estão cheios de interesses pessoais exploram o povo sugando tudo o que podem, inclusive sua identidade. Viajo o Brasil e o mundo e é fácil encontrar Coronéis da fé que lideram com argumentos manipulativos e estratégias de dominação. Se suas vontades não são supridas ele inicia uma espécie de controle por ataque, torna-se um algoz uma espécie de abusador da noiva de Cristo, ele agride para manter a ordem. Um estilo de governo que passa seu tempo despertando na vítima, no caso seu filho espiritual, um sentimento de culpa. Se o seu liderado pensar por algum momento em realizar qualquer feito fora daquilo que ele presume como correto vira o jogo para que o mesmo sinta-se mau na situação, como se tivesse provocando todo o conflito, o transtorno. Se um liderado sonha em discordar dele ou confrontá-lo ele inverte a culpa e mantém pressão mental sobre o outro. Essa relação é tão doentia, que o Pastor chega a usar até segredos da vida íntima das ovelhas para se fixar num lugar de poder, ameaçando contar suas experiências de foro íntimo se acaso ele pisar fora da faixa, uma coração constante e tensa. Numa discussão por exemplo, tudo migra para o campo pessoal, ele, o ditador, procura encontrar um defeito no outro descarregando uma enxurrada de críticas dirigidas de forma ofensiva. Usa detalhes comuns do dia-dia como acusação para que a vítima se sinta inferiorizada e intimidade desista do pário. No altar, sem citar nomes, passa a dirigir insultos com frases negativas que expõem as deficiências da vítima depreciando em tom de ameaça. Outros não são nada sutis, já ouvi casos de situações vergonhosas que até envolvem gritos, o camarada sai explodindo, berrando, xingando ordenando que cale a boca no sentido de humilhar o outro. A igreja de Cristo, abusada e prostituída responde de acordo com o que sente dentro de si, se permanece extremamente culpada mantém uma longa vida de medo e cegueira, se consegue quebrar as trancas do cativeiro racha e rebela recebendo o título de insubmissa e feiticeira. São seqüelas terríveis…Você não vê ferimentos físicos na noiva de Cristo como você veria numa surra, mas eles estão lá. Eles são dolorosos, na verdade muitas pessoas que passaram por isso dizem que prefeririam muito mais uma agressão física do que táticas de culpa, repressão e insultos.

E a pergunta que faço hoje é: Quem se levantará com esse governo mutilador? Judá irá primeiro! Você que foi o primeiro da sua denominação, o primeiro da sua família, o primeiro do seu ministério, o primeiro da sua nação a derrubar satanás do céu. Você que foi levantado para mudar essa história restaurando os machucados, libertando os cativos e liberando a unção que quebra o julgo. É muito fácil esperar para que outros vão a frente, estar na expectativa de que os outros possam fazer aquilo que você foi chamado para realizar. Quem tem que ir a frente adorando e intercedendo é você! Mova-se, quebre o conformismo, liberte-se das amarras da impotência e lute com as armas que Deus te deus. Lembre-se o Pai tem expectativas em você…

SHÚÚÚÚÚ!!!

Fé, Esperança e Amor

As vãs repetições nos privam de uma profunda e verdadeira reflexão sobrebo que exatamente estamos liberando através de nossas bocas. Na oração sacerdotal ensinada por Jesus Cristo isso acontece muito facilmente: há pessoas que a decoram desde a tenra idade, todavia, jamais pensaram sobre o que estão fazendo. Você já parou para perceber a interessante estrutura no plural ensinada por Jesus. Desde a paternidade até as ofensas, tudo está no coletivo. O início denuncia a motivação de Cristo quando Ele diz: “Pai Nosso” declarando que a filiação é algo envolvente. Fazendo isso, Jesus ensina que não posso pedir para mim mesmo sendo individualista e competitivo, tenho que incluir meu próximo em minhas petições.

Não posso pedir somente para mim se não peço ao meu irmão. A religião te trata como um ser único, independente do outro, cria uma geração de hedonistas viciados no prazer, de pessoas que pensam somente no seu umbigo e estão preocupados com sua expectativa de vida. Deus sempre espera que em primeiro lugar eu peça para os outros, porque se fizer assim, ganharei mais do que se estivesse pedindo para o suprimento pessoal. O Evangelho é mais do que altruísta, ele é amor. Porque Jesus não levou em conta suas necessidades humanas e naturais quando optou pela cruz, Ele pensou compadecidamente em mim e você quando entregou sua vida por amor de muitos. Quando agimos assim, o caráter de Cristo está impresso em nós e emana através de nós.

O perdão, por exemplo, cai como uma luva quando a culpa toma conta de nosso peito e nos arranca o sono depois de termos pecado contra os céus e contra o próximo. Entretanto, este mesmo perdão que aplicado sobre nós, sobre nossa multidão de pecados, removendo todo o opróbrio da iniquidade é o mesmo perdão que precisa ser usado com aqueles que nos machucam, nos ofendem e nos prejudicam. É muito bom saber que se pecamos há alguém que nos ama tanto que pode nos perdoar, mas no mínimo ataque de um inimigo natural nos fechamos sem conceder ao outro o direito de
errar conosco. Temos perdão para nós e não para o outro.

Em 1Cor13 o Apóstolo declara que três coisas “permanecem”: A Fé, A Esperança e o Amor. São estruturas divinas impregnadas em nós, que nos fazem viver para o próximo. Achamos que a fé, a esperança e o amor foram nos dado para
benefício próprio, como uma vantagem de sobrevivência diante dos demais. Mas eles, na verdade, foram nos entregues
para servirmos o próximo e vivermos em sociedade, para que a graça de Deus permaneça em nós na vivencia coletiva.
Agora pense comigo, o certo seria concedermos o perdão ao próximo nas seguintes condições: Tendo fé para tornar a ter confiança em quem nos traiu dando a ele o mesmo lugar que tinha antes da ofensa. Ter esperança para crer que a mudança é genuína e a transformação é possível e amor para, literalmente, liberar esta pessoa dessamarrando-a de suas dívidas para conosco. Por isso, liderar no Reino de Deus sem estes três eixos é como chover no molhado.

Peguemos por exemplo a Fé e a Esperança e, como modelo, Pedro Apóstolo que andou sobre as águas, carregou um cântaro sobre os ombros mesmo sendo uma função estritamente feminina, lançou as redes sobre o lado correto indicado
por Jesus para apanhar os peixes e quis, inclusive, morrer no lado de Jesus. Sem dúvidas, era um homem de fé.
Entretanto, quando pensamos sobre o Amor, cujo termo Paulo assegura ser o maior dos três, pensamos logo em João, o Apóstolo do Amor, que recebe a revelação do Apocalipse. Isso prova que só o Amor te dá condições espirituais, emocionais e físicas de concluir a boa obra e cumprir a vontade do Pai. Toda obra só termina na base do amor. Por isso,
lembre-se: com Fé você até se move, é o impulso, com Esperança você corre para ligar o ponto de partida ao lugar que pretende chegar, mas somente com Amor você caminha em direção ao centro da vontade de Deus e cumpre o destino
profético para o qual foi designado porque não se chega ao topo sozinho. Deusé relacional.

Shúúúú!!!

Ap. Luiz Hermínio

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