Fé, Esperança e Amor
As vãs repetições nos privam de uma profunda e verdadeira reflexão sobrebo que exatamente estamos liberando através de nossas bocas. Na oração sacerdotal ensinada por Jesus Cristo isso acontece muito facilmente: há pessoas que a decoram desde a tenra idade, todavia, jamais pensaram sobre o que estão fazendo. Você já parou para perceber a interessante estrutura no plural ensinada por Jesus. Desde a paternidade até as ofensas, tudo está no coletivo. O início denuncia a motivação de Cristo quando Ele diz: “Pai Nosso” declarando que a filiação é algo envolvente. Fazendo isso, Jesus ensina que não posso pedir para mim mesmo sendo individualista e competitivo, tenho que incluir meu próximo em minhas petições.
Não posso pedir somente para mim se não peço ao meu irmão. A religião te trata como um ser único, independente do outro, cria uma geração de hedonistas viciados no prazer, de pessoas que pensam somente no seu umbigo e estão preocupados com sua expectativa de vida. Deus sempre espera que em primeiro lugar eu peça para os outros, porque se fizer assim, ganharei mais do que se estivesse pedindo para o suprimento pessoal. O Evangelho é mais do que altruísta, ele é amor. Porque Jesus não levou em conta suas necessidades humanas e naturais quando optou pela cruz, Ele pensou compadecidamente em mim e você quando entregou sua vida por amor de muitos. Quando agimos assim, o caráter de Cristo está impresso em nós e emana através de nós.
O perdão, por exemplo, cai como uma luva quando a culpa toma conta de nosso peito e nos arranca o sono depois de termos pecado contra os céus e contra o próximo. Entretanto, este mesmo perdão que aplicado sobre nós, sobre nossa multidão de pecados, removendo todo o opróbrio da iniquidade é o mesmo perdão que precisa ser usado com aqueles que nos machucam, nos ofendem e nos prejudicam. É muito bom saber que se pecamos há alguém que nos ama tanto que pode nos perdoar, mas no mínimo ataque de um inimigo natural nos fechamos sem conceder ao outro o direito de
errar conosco. Temos perdão para nós e não para o outro.
Em 1Cor13 o Apóstolo declara que três coisas “permanecem”: A Fé, A Esperança e o Amor. São estruturas divinas impregnadas em nós, que nos fazem viver para o próximo. Achamos que a fé, a esperança e o amor foram nos dado para
benefício próprio, como uma vantagem de sobrevivência diante dos demais. Mas eles, na verdade, foram nos entregues
para servirmos o próximo e vivermos em sociedade, para que a graça de Deus permaneça em nós na vivencia coletiva.
Agora pense comigo, o certo seria concedermos o perdão ao próximo nas seguintes condições: Tendo fé para tornar a ter confiança em quem nos traiu dando a ele o mesmo lugar que tinha antes da ofensa. Ter esperança para crer que a mudança é genuína e a transformação é possível e amor para, literalmente, liberar esta pessoa dessamarrando-a de suas dívidas para conosco. Por isso, liderar no Reino de Deus sem estes três eixos é como chover no molhado.
Peguemos por exemplo a Fé e a Esperança e, como modelo, Pedro Apóstolo que andou sobre as águas, carregou um cântaro sobre os ombros mesmo sendo uma função estritamente feminina, lançou as redes sobre o lado correto indicado
por Jesus para apanhar os peixes e quis, inclusive, morrer no lado de Jesus. Sem dúvidas, era um homem de fé.
Entretanto, quando pensamos sobre o Amor, cujo termo Paulo assegura ser o maior dos três, pensamos logo em João, o Apóstolo do Amor, que recebe a revelação do Apocalipse. Isso prova que só o Amor te dá condições espirituais, emocionais e físicas de concluir a boa obra e cumprir a vontade do Pai. Toda obra só termina na base do amor. Por isso,
lembre-se: com Fé você até se move, é o impulso, com Esperança você corre para ligar o ponto de partida ao lugar que pretende chegar, mas somente com Amor você caminha em direção ao centro da vontade de Deus e cumpre o destino
profético para o qual foi designado porque não se chega ao topo sozinho. Deusé relacional.
Shúúúú!!!
Ap. Luiz Hermínio
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